Escultura

 


Escultura em Argila

Immensity
































Aset








 










Lucas

Escultura em argila e gesso com finalização em fibra de vidro








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PROCESSO
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Lucas foi minha primeira experiência com o corpo humano na escultura. Visualizar, medir, me ater às proporções, a quantidade de água necessária, o importante processo da não secagem, o tempo da secagem, a manipulação de materiais como a fibra de vidro,  a conservação do material e a expressividade a ser alcançada. Tudo era novo e importante. Mas o desafio mesmo foi com o envoltório de gesso, um verdadeiro parto! Então eu contei com a ajuda experiente do escultor Assis Filho. Gratidão! Caramba, quase perdi o Lucas! Mas ele veio à luz!

É realmente fantástico trabalhar com escultura. A parte técnica, minuciosa, detalhista é imprescindível, mas o processo, a trajetória, é impagável. 

E ao final, ficou pronto o trabalho, ele já não te pertence. 
Você não tem qualquer ascendência sobre ele. 
Agora pertence ao espectador. Ao olho e à emoção do espectador 
(AS).






Plano, Cor, Linha, Espaço

Arte concreta: direta e objetiva





"Escultura em amarelo"


Esta sou eu com minha "Escultura em amarelo", planejada e executada com pinceladas largas de amarelo sobre duas placas de compensado - dois quadrados de 40 cm, cada. A produção se dava à sombra da frondosa castanholeira, matriarcalmente acolhedora, fixada no centro do pátio interno da minha faculdade de Artes em Fortaleza, num desses dias de sol  pleno.

Havia o compensado e a proposta desafiadora do professor: Crie! Também haviam quatro aliados, a quem poderíamos recorrer: galões de tinta em vermelho, amarelo, azul e verde. O amarelo não foi escolha minha mas muito me ensinou sobre escultura e sobre a arte concreta naquele dia. 

Eu havia pensado inicialmente em uma peça em vermelho, o que remeteria o espectador á icônica obra de Tomie Ohtake, acrescentaria referências ao meu trabalho e o inseriria potencialmente, conforme julgava, no rol da escultura concreta brasileira. 

Enquanto eu planejava minha escultura e o seu diálogo com o espaço, a luz e as sombras do pátio,  meus colegas foram esvaziando os galões coloridos. Restou o amarelo pra mim. E só alguns semestres depois, estudando Van Gogh e sua produção em Arles (quando surge o amarelo dos girassóis na pintura do genial Vincent) é que fui entender a força e a semiótica do amarelo.

Nada é por acaso. Não fosse o zelo com minha produção eu teria realizado mais uma releitura de Tomie Ohtake e minha própria experiência com o plano, a cor, a linha e seu diálogo com o espaço, teria sido relevada a um punhado de horas gastas com a pintura de duas pequenas placas de compensado.
 
O Amarelo e sua essência. Amo você, Vincent Van Gogh! 
(AS)



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